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O erro silencioso que os empresários cometem em janeiro (e só descobrem em setembro)

Há erros barulhentos nos negócios: investimentos falhados, contratações erradas, decisões precipitadas. Esses são fáceis de identificar. Doem no imediato. E por vezes doem muito! 


Mas existe um erro muito mais perigoso, precisamente porque é silencioso. Acontece todos os anos, sobretudo em janeiro, e só se revela meses depois, quando já é difícil corrigir. 


Esse erro chama-se confundir movimento com progresso. 


Janeiro é fértil em atividade. Reuniões, ideias novas, projetos que “este ano vão mesmo avançar”. A agenda enche-se rapidamente e cria-se a ilusão de que o negócio está em aceleração. O problema é que, muitas vezes, ninguém parou para responder a uma pergunta fundamental: Avançar para onde? 


Vejo empresários a lançar iniciativas sem saber se o negócio aguenta financeiramente. A aceitar clientes que não fazem sentido só para “não perder oportunidades”. A investir em marketing antes de garantir que o modelo é rentável. Tudo parece lógico… até deixar de ser. 


O erro não está em agir. Está em agir sem um critério estratégico claro. 


Quando setembro chega, o discurso muda.  “Trabalhei imenso este ano.”  “Fizemos tanta coisa.”  “Mas o resultado não apareceu como esperava.” 


E quase sempre, quando voltamos atrás, a origem está lá: decisões tomadas no início do ano sem alinhamento, sem números, sem plano. 


Janeiro devia ser o mês da contenção estratégica. Do pensamento profundo. Da escolha consciente. Mas é muitas vezes tratado como uma corrida e quem corre sem direção, cansa-se depressa para chegar a lugar nenhum. 


Não é falta de trabalho que trava os negócios. É falta de coerência entre decisões. 

Trabalhar sem critério cria desgaste. Decidir sem estratégia cria frustração. E insistir nisso cria negócios emocionalmente exaustos. 


Se pudesse deixar um alerta gravado para janeiro, seria este:  👉 Não confundas energia inicial com clareza.  👉 Não confundas atividade com avanço. 


Porque o erro que não dói hoje… cobra juros lá mais à frente. 


 Rita Maria Nunes 

 

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